Mostrando postagens com marcador advertising. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador advertising. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de setembro de 2007

Se non è vero...


...è bem trovato.

Pudding Media está lançando um serviço experimental: você faz ligaçoes (pelo computador) e, enquanto fala, aparecem anúncios na sua tela. Não qualquer anúncio: se você estiver conversando com seu filho sobre assitir o jogo do Boca e São Paulo (ay!), aparece um anúncio vendendo camisetas, ou passagens para Buenos Aires. Se você discutir com um colega sobre a troca de seu carro, lá vêm Audi e Land Rover. Se você tiver uma quente ligação da sua namorada... just imagine what.
Ligações grátis, em troca por atenção a anúncios: pode não funcionar, mas a idéia vai na direção certa. E, pelo menos, é bom ler alguma notícia um pouco diferente. Esse mundo digital anda chato demais -é como se tudo o mais interessante já tivesse acontecido, e o que vem são variações sobre o mesmo tema.

Como isso está sendo resolvido tecnicamente, pouco interessa. Um sistema de reonhecimento de voz capaz de se ligar num sistema de anúncios contextuais, à maneira do AdSense. Mmmm ... Também é irrelevante a questão de se a empreitada será ou não um sucesso. Eu, particularmente, aposto num fracasso rápido: basta visitar o site (http://puddingmedia.com/) para entender por que. O que interessa é o sentido da ação: troca-se atenção por serviços. Na economia da atenção, informação e entretenimento estão por toda parte: sobram, de fato. O que falta, o que NOS falta é tempo. Ou seja, tempo é um bem escasso, e bens escassos valem dinheiro. Simples, óbvio -e porém ignorado por aqueles que ainda acham que as coisas são como eram, serão como são.

Se quiser ver a matéria completa:
http://techdirt.com/articles/20070924/021714.shtml

terça-feira, 31 de julho de 2007

Tempestade para os jornais, vento em popa para a mídia colaborativa

Não está fácil a vida para os jornais nos EUA. Este gráfico diz muito: a publicidade não mais cai: despenca. Sobre tudo nos classificados, que estão migrando a velocidade absurda para a internet (Clique aqui e veja a matéria completa no Wall Street Journal. Online, claro). Na outra ponta, fenômenos de hiper-localização continuam a surgir. Veja um bom exemplo: o site yelp, que promove conteúdo participativo e está levando uma fatia crescente do bolo -trazendo, inclusive novos anunciantes ao mercado. Veja a matéria da C-Net clicando aqui. E preste atenção em quem está bancando a empreitada.

O vento não está mudando: o vento já mudou.

À mídia tradicional cabe aceitar a nova realidade, ajustar as velas e tentar se adaptar. Não será fácil nem há garantias, mas como em qualquer mudança de vento, timming é tudo: não dá para virar cedo demais -mas se não virar, é garantia de problemas.

Ainda há muito mar pela frente, e não dispomos de cartas nem de GPS.