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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Google Magazine


Uma discussão quente nos blogs de tecnologia: Google adquiriu uma patente que pode apontar uma nova direção no mundo editorial. A idéia é simples (de se enunciar) : faça sua própria revista. Isto é, escolha quais artigos você quer ler, imprima (em casa, ou num kiosque) e leve (com anúncios contextuais, claro!). O fim do editor -pelo menos, do que a gente conhece hoje como editor.
Eu sou cético, e não por achar que os editores são seres iluminados. É que liberdade é um bicho chato de se administrar, dá trabalho... eu prefiro que alguém escolha por mim. Claro que, agora mesmo, enquanto escrevo este post (baseado numa notícia tirada da minha página personalizada do Google), escuto uma trilha sonora que eu mesmo montei, e não um CD feito por editor...
Sei lá...
Quem quiser ler mais, clique aqui.

sábado, 18 de agosto de 2007

Íxion, Tântalo e as Danaides


"Todo QUERER nasce de uma necessidade, portanto de uma carência, logo, de um sofrimento. A satisfação põe um fim ao sofrimento; todavia, contra cada desejo satisfeito permanecem pelo menos dez que não o são. Ademais, a nossa cobiça dura muito, as nossas exigências não conhecem limites; a satisfação, ao contrário, é breve e módica. Mesmo a satisfação final é apenas aparente: o desejo satisfeito logo dá lugar a um novo: aquele é um erro conhecido, este um erro ainda desconhecido. Objeto algum alcançado pelo querer pode fornecer uma satisfação duradoura, sem fim, mas ela se assemelha sempre apenas a uma esmola atirada ao mendigo, que torna sua vida menos miserável hoje, para prolongar seu tormento amanhã. (...) O sujeito do querer, conseqüentemente, está sempre atado à roda de Íxion que não cessa de girar, está sempre enchendo os tonéis das Danaides, é o eternamente sedento Tântalo".

(Schopenhauer, A., O Mundo como Vontade e como Representação, I 231)

Íxion foi condenado, por seduzir Hera, esposa de Zeus, a girar eternamente numa roda flamejante. Tântalo, à sede e fome eternas: ele tenta alcançar os frutos de um galho que o vento sempre afasta. As Danaides devem encher com água tonéis que não têm fundo.

Qualquer semelhança com o destino da Humanidade não é mera coincidência. Qualquer referência à roda dos meios de comunicação-informação-entretenimento, também não.

Somos vítimas de esse castigo ou vitimários
? O ambas as duas coisas?