quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Férias!!!
sábado, 15 de dezembro de 2007
No skills or talent? Come and join us
(A coluna é muito boa, recomendo a leitura. Começa com uma bela análise de como se constrói um tirano. Clique aqui)
"I have often expressed the view that journalism needs a social class category all to itself. It is not a profession (no esoteric knowledge) nor a skill (many hacks, including me, don't have shorthand) nor a working-class occupation (no manual labour). I would call it unskilled middle class.
Now I discover that Matt Taibbi, Rolling Stone's star reporter, agrees, though he puts it more graphically than I've ever done. "If you have no real knowledge or skill set," he says in an interview, "and you're lazy and full of shit but you want to make a decent wage, then journalism's not a bad career option . . . I can't believe people actually go to journalism school. You can learn the entire thing in, like, three days."
Or, judging from the state of some newspapers, less."
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Como conquistar grandes audiências?
A receita não é complicada: comprometa a sua audiência. Mas para isso precisa: criatividade, coragem e... tecnologia. E precisa saber fazer. A questão é como sair do estágio da participação cosmética do público para um verdadero comprometimento da audiência a partir de uma experiência comum. Do jeito que é hoje, a maioria dos sites é tão participativo quanto um correio de leitores de jornal, ou uma estação de rádio que permite que eu vote ou que escolha uma música.Uma excelente matéria sobre o tema (de onde tirei a imagem acima) pode ser vista clicando aqui.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Lions For Lambs: Watergate no século XXI
Precisa se olhar por baixo da crítica mais evidente -que é quase banal. Há uma reflexão (ou a a possibilidade de se fazer uma) sobre assuntos que nos dizem respeito. Definindo esse "nos": nos jornalistas, nos intelectuais, nos seres pensantes, nos espíritos críticos...
É engraçado: Robert Redford pintou uma imagem heroica do jornalista engajado, quando Watergate. Muitos fomos à universidade sonhando com aquilo. Hoje, a visão é outra, bem menos heroica.
Mobile Internet: um estudo
Os resultados do estudo estão disponíveis online (clique aqui). Veja os Key Findings:
•Mobile Web access is now nearly ubiquitous; usage lags access, but strong growth expected in '07
•Weather and Sports Information are the most popular on the mobile Web
•Both paid content and advertising are working on the mobile Web
•Mobile Web consumers are most likely to register and personalize Stock & Business News followed by Weather
–In US, over 20% pay for Tech News, Product Info and Lifestyles
–In Europe, Sports is most paid for content
•Mobile Web is a continuation of PC Web –Consumers use the same brands and increase overall Web time
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Da tinta para o pixel, sem perder o glamour

De novo eles: O NYT lançou uma versão online de sua revista Style. Chapeau, les mecs!!! Mais uma vez, o jornal americano dá uma aula. Site de editor (não há conteúdo de usuário), ele consegue ser moderno, elegante, prático, desejável. Nasceu pensado para que a navegação seja gostosa -tão gostosa quanto virar as páginas de papel brilhante de uma revista de luxo. Parabénes, Len!
Quer ver o site, clique aqui
Uma matéria sobre o tema -e uma ótima dica para ler mais- é magCulture. Para ver, clique aqui.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Um quarto dos brasileiros oficialmente online (isso é mais do que a população da Argentina!)
(Da Agência ctrlC ctrlV) De acordo com os dados fornecidos pelo Ibpe e a NetRatings, o Brasil atingiu a marca de 39 milhões de brasileiros acima dos 15 anos com acesso à internet no terceiro trimestre de 2007. O número é 21% maior do que o registrado no mesmo período de 2006.
O total de pessoas com acesso residencial à internet em outubro de 2007 totalizou 30,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais, número 43,7% maior do que o do mesmo período do ano anterior. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings, com 23h12min, 1 hora e 12 minutos mais do que em setembro e 2 horas e 42 minutos acima do tempo de outubro de 2006. Na lista dos cinco países com maior tempo por pessoa no domicílio estão a França (19h27min), os Estados Unidos (19h19min), a Alemanha (18h22min) e o Japão (18h21min).
As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em outubro, comparando com setembro, foram: "Ocasiões Especiais", atingindo 3,2 milhões de internautas, "Viagens e Turismo", que recebeu 5,1 milhões de visitantes únicos, "Governo e Empresas sem Fins Lucrativos", com visitas de 10,1 milhões de pessoas, "Casa e Moda", atingindo 6,5 milhões de brasileiros, além de "Finanças, Seguros e Investimento", recebendo a visita de 7,8 milhões de brasileiros.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Quantos somos, quantos fomos, quantos seremos

Procurando com Google a população inglesa no século XVII, dei com um site interesantíssimo: http://www.ldolphin.org/popul.html . Se trata de uma série de estudos sobre a população do mundo ao longo da história. Eu achei fascinante.
Mais uma: o calculador de população mundial em tempo real. http://www.ibiblio.org/lunarbin/worldpop
terça-feira, 27 de novembro de 2007
La Verdad, el Porquero y Agamenón
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Google Magazine

Uma discussão quente nos blogs de tecnologia: Google adquiriu uma patente que pode apontar uma nova direção no mundo editorial. A idéia é simples (de se enunciar) : faça sua própria revista. Isto é, escolha quais artigos você quer ler, imprima (em casa, ou num kiosque) e leve (com anúncios contextuais, claro!). O fim do editor -pelo menos, do que a gente conhece hoje como editor.
Eu sou cético, e não por achar que os editores são seres iluminados. É que liberdade é um bicho chato de se administrar, dá trabalho... eu prefiro que alguém escolha por mim. Claro que, agora mesmo, enquanto escrevo este post (baseado numa notícia tirada da minha página personalizada do Google), escuto uma trilha sonora que eu mesmo montei, e não um CD feito por editor...
Sei lá...
Quem quiser ler mais, clique aqui.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Um ano fora do escritório (I)
Foi-se o ano: dia 30 de outubro ou dia 6 de novembro, depende do critério, foi o primeiro aniversário de minha saída do emprego. Um bom emprego, muito bem pago, desafiante e cheio de coisas boas –e, claro, de outras que nem tanto. Mas a decisão de sair, uma decisão que custou tomar, não teve a ver com as coisas ruins do emprego, e sim com uma necessidade interna e muito poderosa.
O que eu fiz neste ano não foi pouco: na primeira semana, aproveitei para assistir um congresso de filosofia em Salvador, com a minha esposa. Triple ganho: conheci Salvador, participei de um belo encontro de alguns dos pensadores mais brilhantes do Brasil e viajei com a Fabiana. Ponto dentro! Depois disso, veio um período de adaptação á nova realidade, em termos práticos: mudança (morava em casa alugada pela empresa, pelo meu regime de expatriado), novo mail, novos telefones de contato, plano de saúde, bancos... isto é, rearranjar as coisas que, normalmente, a empresa ou a minha secretária resolviam. Não foi um bom período: meio angustiante, corrido, sem prazer. Ponto fora! Enquanto isso, continuava estudando. Ai veio o verão, com um contrato para escrever um livro: três meses mergulhado em textos de filosofia, com a minha família e meus amigos de infância perto ou em volta. Prazer, trabalho agradável, estudo... tudo que eu sonhara. Ponto dentro! Parecia que fosse ser isso mesmo. Acabou o verão, acabei o livro, voltei à faculdade, para completar em um ano todo o faltante de graduação (cinco disciplinas) mas todos os créditos da pós (três disciplinas); um monte de coisa para estudar. Enquanto isso, a retomada do contato com colegas de trabalho, e algumas propostas para discutir possíveis empregos. E aí que complica: custava dizer não, mas ao mesmo tempo não estava muito certo de querer aquilo. Um misto de satisfação por ser chamado, medo de perder uma oportunidade, medo de depois não conseguir gerar dinheiro, ansiedade da família (os filhos se preocupam: o que o papai faz não é coisa pouco importante para eles, é parte do que eles são no mundo, perante os outros), ansiedades próprias (filhas dos medos mencionados), e pelo outro lado a noção de que ainda não é tempo, que não é isso que eu quero, que ainda preciso explorar esta experiência de parar o frenesi... Nada deu em nada, as conversas se alastram, há alguma ainda em curso.
Agora, novas ansiedades. Do ponto de vista econômico, tudo calmo: Bovespa ajuda o real se valoriza, enquanto o peso continua desvalorizado. A minha família morando na Argentina, isso significa custos mais baixos, o patrimônio no Brasil, isso significa crescimento patrimonial. Ponto dentro! Mas o aniversário marca uma inflexão, e estou a um mês de acabar os compromissos na faculdade. Ai que a nova ansiedade se instala.
Aparecem outras oportunidades profissionais. As encaro com mais calma: não quero me afobar, e com isso ficar preso em algo que não tenho certeza que seja o que realmente quero, nem tampouco queimar o que pode vir a ser uma boa possibilidade.
Decido pensar com calma. Procuro na internet e encontro alguns sites que falam de e para gente que parou, que resolveu fazer um break na carreira. Escrevo este post, apenas como rascunho ou reflexão em voz alta. Nem é muito o tema deste blog, mas serve para mim.
Vamos nessa. (Continuará)
Os links para os sites que mencionei:
http://en.wikipedia.org/wiki/Sabbatical_year
http://www.thecareerbreaksite.com/site-info/about-us.php
http://www.gapwork.com/careerbreak
E uma matéria sobre os que não param:
http://money.cnn.com/2007/10/30/news/newsmakers/confessions_ceo.fortune/index.htm?postversion=2007110205
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Uma coluna de Maurizio Mauro
Um bom amigo e casualmente leitor, Andrés Bruzzone, mandou-me um e-mail comentando minha coluna do mês passado a respeito do valor do conteúdo na internet. Como foi o único e-mail argumentativo que recebi nessa nova atividade de colunista, sinto-me na obrigação de voltar ao tema e comentá-lo. Este debate se faz mais difícil na medida em que o conceito de valor é um dos mais complexos das relações econômicas da sociedade. Os conceitos de custo e preço são bem estabelecidos e de fácil compreensão e manuseio, mas o que é valor, o que é valor do conteúdo, entendendo conteúdo como uma obra do espírito humano? Van Gogh, assim como muitos artistas até hoje, morreu miserável porque, em vida, o preço de suas obras era insignificante. Isso quer dizer que sua pintura não tinha valor? Difícil conclusão se considerarmos o que “vale” hoje em dia um quadro dele. Claro que há exemplos contrários, em que as obras tinham preços altos em vida mas, hoje em dia, ninguém se dispõe a pagar um tostão furado por elas.
Voltando ao e-mail, depois de, com generosa sutileza, deixar claro que minha argumentação estava muito hermética, Andrés chama a atenção para o fato de que o dilema do valor do conteúdo é mais um fenômeno da era da internet do que uma questão da plataforma internet. Concordo em parte! Certamente que é mais um sintoma dos tempos, mas claramente originado na evolução dessa tecnologia tão caracteristicamente schumpeteriana. Outro argumento interessante é a característica de reprodutibilidade do conteúdo. Assim, na sua avaliação, o valor do conteúdo diminuiria à medida que este mesmo conteúdo fosse de fácil replicação. Os exemplos, hoje em dia clássicos, são os CDs de música e os capítulos de livros. Sem dúvida, a capacidade de reprodução e principalmente a redução do custo de distribuição parecem ser fatores determinantes do valor do conteúdo, mas sinceramente eu tenho alguma dúvida. Olhando para o caso dos CDs de música, que parecem ser um produto fadado à extinção, dois fenômenos muito interessantes emergem: por um lado, a venda de músicas individuais mostra um sucesso sustentado, e, por outro lado, voltou-se a produzir discos de vinil, vendidos a preços bem altos para a razoavelmente pequena comunidade de fanáticos, pois o vinil é o mais fiel meio de reprodução de som que se conhece. Estes dois casos induzem uma conclusão interessante: por um lado, que o CD não é um veículo adequado, em conveniência e custo, para distribuir uma música individualmente; por outro lado, que o vinil é o melhor veículo para distribuir a melhor qualidade de som. Mas e o valor do conteúdo? Vejam que em nenhum dos dois casos a questão do valor do conteúdo se apresentou. Aqui cabe uma notícia realmente interessante: a editora de Harvard começou a vender capítulos de livros e o sucesso, principalmente entre os estudantes e os leitores casuais, tem se mostrado muito promissor.
Assim ocorre com informações “hiperquentes”, como cotações de Bolsa que têm o seu valor na tempestividade de sua disponibilidade, mas neste caso o que tem valor é o sistema de distribuição que viabiliza essa tempestividade. Assim é o caso de um texto sobre a noção do progresso moral em Kant, pois o que vale a pena pagar é a facilidade para utilizá-lo e não a sua leitura — que é gratuita em qualquer biblioteca minimamente séria.
Antes de abordar o último comentário do meu amigo/ leitor, permito-me voltar ao exemplo de um quadro cuja replicação é quase impossível. Conheço gente que tem paixão infinita por admirar um quadro, e a pessoa que o possui nem o olha. Assim como proprietários de quadros que não permitem a sua exposição pública sob nenhuma hipótese. Em nenhum desses casos a questão do valor do conteúdo se põe: o primeiro não pode pagar, o segundo paga pela sua capacidade de comprar e o terceiro atribui valor a seu egoísmo.
Por fim, Andrés introduz o espinhoso tema da legalidade/ moralidade da compra não oficial de um conteúdo, ou de quanto alguém está disposto a pagar para não infringir a lei ou a moral estabelecida. De novo aqui não se põe a questão do valor do conteúdo e sim o preço de não confrontar a sociedade. Querer aprofundar essa abordagem levaria inexoravelmente à discussão do direito de propriedade, no caso de conteúdos, ao direito autoral. Sinceramente, essa discussão não cabe nesta coluna dedicada à gestão estratégica, e estrategicamente falando creio que, na construção de uma proposta de negócio, o conteúdo tem um papel de diferenciação e a determinação do preço deriva de algum outro fator.

